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Caixa de Remédio

Fico revoltada com algumas incoerências da vida. E principalmente com incoerências de indústrias e empresas MUITO MALANDRAS que querem enganar e, quiçá, viver às custas dos trouxas. Por exemplo, uma incongruência terrível: uma embalagem GENÉRICA de medicamento com o dobro do tamanho que precisava. Sério, dentro dela havia 8 comprimidos que caberiam em uma caixa duas vezes menor. Para quê o desperdício? Afinal, o genérico não procura dar chance? Competitividade a essas empresas? E a preocupação ambiental? Pelo visto só os ambientalistas chatos e os malucos como eu ainda se preocupam com isso. Quer dizer, talvez eu me enquadre na posição de ex-ambientalista chata e atual (ou eterna) maluca. Não tem problema: continuaremos lutando. E não comprando mais esse bendito genérico. Aliás, joguei fora a embalagem antes que pudesse decorar o nome do laboratório, pelo menos. Pensei em escrever uma carta ao editor, mesmo não tendo editor algum. Revolta.

Passado Apagado

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Ando meio sem criatividade. Já fui tão criativa, e agora este blog está se tornando um grande local de lamentação "anti-criativo". Ok, isso é uma fase, eu espero. Passado Apagado É com satisfação que, finalmente, após anos de luta contra a globo.com, meu primeiro e queima-filme blog foi deletado. Eu pedi várias e várias vezes para que ele fosse apagado, já que o blogger tinha excluído minha conta ou bloqueado meu acesso, mas ainda mantinha o blog ativo. Esse blog era importante pra mim... aos 13 anos! Mas, com o tempo, virou motivo de chacota, um fardo em minha vida! Graças a deus ele não existe mais! Me livrei do doce e inadequado "cantinhudacarol". Que beleza! Sinto que posso voltar a andar de cara limpa pelas ruas da internet; me livrei de um passado negro, que me fazia sentir MUITO RIDÍCULA. Afinal, eu era aquela garota de gifs animados, brilho no "template" que eu mesma fazia, e muita, muita cor rosa e lilás no blog. Também cheguei a apelar, na époc...

Revolta na Marginal

Voltava eu da faculdade, junto com minha companheira Rafaela, as 11 da noite, quando, estranhamente, o trânsito parou. A marginal sempre está livre neste horário, porque o fluxo do pico já passou. Mas, mesmo assim, a marginal estava congestionada, desde a Barra Funda até a ponte das Bandeiras. O que me revoltou nem foram as duas horas que eu e minha amiga perdemos no trânsito, já que isso é normal nessa cidade louca. O que me deixou nervosa foi que a CET bloqueou a marginal por motivo NENHUM!!! Não tinha obra alguma sendo realizada, não tinha acidente, nem sequer blitz, nada!!!!! Não entendi até agora o que aconteceu; sei que eles bloquearam toda a pista rápida e parte da central, canalizando todos os carros para  local, na maior confusão. Ok, no dia seguinte, voltei pelo mesmo caminho, tomando o cuidado de me desviar para a local antes de uma possível confusão, possibilidade esta que se concretizou, e eu não consegui fugir: a CET bloqueou novamente a marginal, sem motivo aparente....

Motoboys ensandecidos e Chico Xavier

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Em uma cidade com enormes problemas de trânsito, talvez a moto fosse a grande solução: se todas as pessoas trocassem seus carros (principalmente aqueles gigantes) por motos, viveríamos em uma cidade bem mais livre, no que diz respeito às vias públicas. Mas... todos tomaríamos chuva. Bom, a chuva é um preço que se paga pelas grandes vantagens que se pode ter ao aderir à motocicleta: - Fim do trânsito - Economia de combustível - Milhares de vagas de estacionamento em qualquer lugar - Praticidade O problema é que temos uma desvantagem que supera todas: - Perigo EXTREMO de morte Bom, nem tem o que falar. Cada dia morrem mais motoboys em São Paulo, e o número de feridos, então, é uma desgraça só. Dá pra encher aquela porcaria de programa do Linha Direta só com acidente de moto. Mas... juro que se fosse menos perigoso, ou se eu pudesse, eu teria uma! Tem tantas outras vantagens... Mudando de assunto... Assisti o filme "Chico Xavier". Que grande exemplo de homem, alma e coraç...

My Big Bang Theory

Sábado comum: namorado trabalhando, amigas ocupadas. O que fazer? Uma atividade que certamente se encaixa dentre as mais divertidas do mundo: passear com OS amigos. Eu, Pedroka, Léo, Japa e Wata. Faltou alguém? De repente... imaginem a cena: os quatro falando de Star Wars, muito empolgados, depois de assistirmos o filme do Chico Xavier regados a refrigerante e doritos, e eu passeando pelas vitrines, de olho no meu próximo sapato... E me lembrei de The Big Bang Theory. Incrível como essas situações se repetem na vida real! Eu passeando com os meus nerds melhores amigos do mundo num shopping... E rindo internamente da situação!

De repente, um velho hábito...

Eu costumava escrever diariamente há alguns anos, principalmente na internet. Boa parte do meu acervo está neste blog, mas alguns outros textos ficaram perdidos por aí... E eu acabei deixando de lado o hábito de escrever, o que, certamente, foi um erro. Hoje eu vejo a importância desse treino: ensino isso todos os dias, mas será que eu cumpro aquilo que eu mesma proponho? Digo aos meus alunos: escrevam! Pratiquem! Escrevam diariamente para ter grandes resultados no vestibular, e principalmente na vida! Escrever é manipular, etc etc etc. Mas vejo que eu fujo ao meu compromisso... Então, quem sabe começar de novo? Uma grande razão para a desmotivação geral em relação à escrita é a falta de público. Eu mantenho diários pessoais desde pequena, mas isso é diferente... São anotações, rabiscos, pensamentos, tudo meio sem nexo. Mas um blog... precisa ter um público! Porque é justamente para isso que ele é feito, para ser lido. Muito provavelmente foi a falta de público que me fez abandonar o n...
Well, well. Voltando! Como é estranho ficar fora do blog, e de repente sentir vontade de postar de novo. Acho que eu esqueci como era postar todo dia masss..... acho que o meu novo contato excessivo com leituras (por lazer e por, digamos, "obrigação") me fez relembrar minha paixão por escrever... Quem sabe eu não me animo e pego várias matérias em jornalismo na faculdade? Seria legal. Acho que dá pra trabalhar com o que eu realmente quero, e tirar uma onda de editora. Quem sabe? Tradutora? Hum... New stuff Ora ora, a internet e suas surpresas: agora o Twitter. Já não bastasse o Orkut, que ficou deveras banalizado, se tornou uma coisa impessoal e idiota (principalmente com a quantidade de fakes), agora o Twitter, ainda não aliado ao google, tenta tirar o lugar de seu oponente. Só que o Orkut ainda é melhor. As respostas aos posts no Twitter não ficam explícitas nas páginas dos twitters, então não rola uma discussão ou debate sobre os assuntos postados. É quase como uma rede d...

Hum...

Bem que eu poderia voltar com esse blog. Eu gosto dele. Tem um nome inteligente, a minha cara, e eu poderia, com certeza, voltar a escrever. As vezes penso que me empobreci muito depois que parei de escrever, mesmo que antes eu soubesse que ninguém lia (fora alguns amigos longa-data que adoram blogs, naturalmente). Eu tinha senso de humor, eu pensava na vida em forma de textos, e com isso conseguia aceitar melhor as coisas que não podemos mudar: transformando em narrativas. Aliás, tive uma disciplina na faculdade que falava exatamente disso: da vida cotidiana em forma de narrativas. Porque, na verdade, se pararmos pra pensar, tudo que vivemos, depois que passa, não existe mais. Existe apenas um registro, na memória, contando a história do que aconteceu. Em outras palavras, tudo é narrado, o que leva pra máxima "tudo depende do ponto de vista". Concordo com isso. E acho também que quando a gente conta a nossa vida fica mais fácil de entender o que se passa, que não é pouco. Af...

Ok, here it goes again.

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Não, não estou falando do clipe famosíssimo entre os youtubeiros, do Ok Go, com dança em esteiras, nada disso. clique aqui para ver O fato é que depois de, sei lá, MUITO TEMPO, aqui estou eu, novamente, postando num blog. Não que eu espere que alguém leia, e na verdade acho que nem quero. É que digitar é mais legal que escrever, e hoje estou num surto de inspiração, que não posso jogar fora, simplesmente. Hoje aconteceu algo que reverberou pelo mundo inteiro: a abertura dos jogos olímpicos de 2008. Não que tenha sido muito diferente de todos os anos, porque o que muda mesmo é a tecnologia disponível, mas... Os quinze minutos que eu pude assistir foram emocionantes. Aliás, eu sempre me emociono com multidões, quando se organizam ou não, clamando ou não por alguma coisa. O fato de que existem pessoas vibrando na mesma sintonia, ou pelo menos no mesmo espaço e no mesmo tempo, mexe comigo. E hoje, quando assisti a um pedacinho deste espetáculo, senti que o mundo inteiro também assistia, i...

Além do que se vê

O cenário político brasileiro dá margem para assuntos muito amplos, mas acabaremos citando, em um clichê, o acidente recente da TAM no aeroporto de Congonhas. Por isso, me retiro dessa discussão, quem quiser tratar disso basta ligar qualquer canal para assistir ao sensacionalismo barato de um país também barato. Divirtam-se. Eu deixo aqui meu luto e meus votos de um sistema melhor. Mas, voltando ao fato de que eu ressurgi das sombras, que eu não posto desde fevereiro e que estou de volta, sabe-se lá por que, vamos tratar de uma outra desgraça que está me acometendo: não tenho mais TV a cabo. BEM AGORA que eu estava empenhada assistindo House MD toda quinta feira, acompanhando de perto as aventuras daquele médico quarentão gostosão espertão que salva e cospe na vida de todo mundo, incluindo a dele mesmo. É, o único jeito é superar, e esperar que dias melhores venham, para que eu possa, enfim, me deliciar de novo com Heroes, Friends, Justice, e todos os prazeres que a Net, mesmo que seja...

Enfim... a sincronia.

Depois de dois meses de pura diversão, passeei na Paulista sozinha pela primeira vez e percebi como é bom viver em São Paulo. Um certo ar de superioridade me vem quando eu penso que nasci na Paulista, e que estou em casa quando ando por lá, mas por outro lado me sinto meio idiota pensando que não costumo ter tempo pra passear no lugar mais bonito da região urbanizada dessa cidade! Foi nesse cenário movimentado e high tech que eu finalmente percebi que eu tenho um sonho na vida, que supera passar um mês em Londres, ouvindo The Beatles e Libertines on the subway, ou que supera também o sonho de conhecer (e me casar com) o Danny Jones. O sonho mais atual e mais vivaz da minha vida é poder ter tempo. Sim, é só isso. Tempo. Tempo para poder andar na rua e olhar as pessoas que moram a poucos quilômetros de mim, tempo para observar o movimento do metrô, tempo para conhecer os pontos turísticos que existem perto de mim e que eu nunca vi, tempo para tentar compreender melhor essa cidade. Até lá...

Ode ao Warner Channel

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"Não, Renato, eu só estou querendo dizer que você não é mais um inválido..." "É, agora só ta faltando... você sabe o que..." "É só isso o que importa pra você, não é?" "É o que importa pra todo mundo." pararammmm pararammmmm pararaaaaam!! Cena patética do pior núcleo da novela Páginas da Vida . Depois de anos e anos vivendo de novela das oito, finalmente me livrei desses diálogos sem sal que me deixavam cada vez mais deprimida com a minha condição de vida. Ah, como é bom poder ligar a televisão e deixar meu cérebro adquirir cultura útil e aprendizado em outras línguas com a TV a cabo! Ah, como é maravilhoso poder contar com a Lorelai Gilmore e com o Ty, de "Extreme MakeOver - Home Edition", e também com a esperança de poder ver o Danny Jones no Top of the pops, todo sábado a noite, sempre que eu quiser! Por exemplo, hoje eu aprendi assistindo Warner Channel que apesar de "screw you" ser uma ofensa imperdoável, ela pode ser mui...

Sobre quando eu tive boas férias.

Sim. Passei 10 anos da minha vida tendo férias medíocres, principalmente depois que eu me reconheci como um membro da sociedade, e não mais como prolongamento orgânico dos meus pais. Até que um dia eu entrei em uma escola que não tinha mais férias, e quando eu já estava feliz e totalmente acostumada a viver no pique 24 horas por dia, 365 dias por ano, eis que surgem minhas primeias férias de quase dois meses da Federal. Quando me vi absolutamente sem ter nenhuma obrigação, tirando uma loucinha aqui e ali, entrei em pânico. Esperar o meu aniversário seria uma tarefa difícil, e lidar com o fato de que depois que ele passasse eu ainda teria um mês de ócio seria ainda mais complicado. Apesar do pânico, virei o ano esperando férias que valessem a pena, pelo menos uma vez na minha vida. E finalmente, consegui! Mesmo com os vários momentos tediosos em casa, vendo people + arts, eu não saí do país mas tive a sensação de descobrir o mundo, e vou tentar descrever isso em um breve TOP5 de coisas...

Unhappy Birthday, Quérou

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! Enfim... aniversário! Legal, mais um ano de vida completo, e pelo que vejo, nesse próximo ano que me aguarda, e que tem seu ciclo iniciado hoje, exatamente as 13 horas, minha vida vai guinar. Pelo menos é o que eu sinto todo ano, quando eu faço aniversário. Tirando o fato de que poucas pessoas me ligaram, já que eu mudei de telefone recentemente e não avisei todo mundo por falta de mobilidade, e, para coroar minha infelicidade aniversariante, o orkut está em construção. Ou seja, no call, no scrap. Que triste. Mas tudo bem, minha gente, eu continuo esperançosa, agora com 16 anos, e isso significa que, além de eu continuar sendo uma pessoa absolutamente normal e idêntica ao que eu era ontem, quando ainda tinha 15 anos, eu vou poder assistir jogos mortais no cinema (o que já não é grande coisa, porque o I e o II já sairam ha séculos, e eu ja os vi, e o III eu nem sei mais se ainda tá na grande tela ou não). Digo a vocês que estou feliz, porque vai ser com esta idade, dezesseis anos, que...

Bubble Wrap

Alguns desejos podem nos frustrar. Outros podem manter nossa fama de mau enquanto não os realizamos. Eu optei por manter minha fama, enquanto anseio pelo grande dia. Mas até lá, mais um TOP5. E hoje é em homenagem a um sãopaulino da Vila Belmiro, admirador da música-com-nome-de-gente também. TOP5 Música com nome de gente 5. Sweet Caroline ~ Niel Diamond 4. Little Joanna ~ McFly 3. Carol, You Fool ~ Frank Zappa 2. Aline ~ Los Hermanos 1. Eleanor Rigby ~ The Beatles É isso aí. Viva a diversidade musical e os nomes de gente! \o/ Enquanto isso, eu continuo refletindo sobre a coincidência dos relacionamentos humanos. Como pode você se apaixonar por alguém e subitamente essa pessoa se apaixonar por você também? É estranho. Namoros não deveriam existir, o amor mútuo não deveria existir. Por isso eu louvo o poeta Jones que diz que "live is a bitch, and so are you". curto e grosso! há!

O Casamento

Li a carta naquele dia, mal acreditando que se tratava da mais pura verdade. Clarice ia se casar com outro. Como num passe de mágica, tomei consciência dos fatos e percebi que se deixasse aquilo acontecer não seria o homem tão forte que sempre fora para ela. Levantei da cama, arrumei-me e parti. Ainda não havia esquecido das árduas noites sem Clarice, dos corriqueiros encontros com ela, das tardes passeando no parque mesmo sem namorar, dos meses de solteirice ao lado dela, da última noite, doce como um sonho de padaria, daqueles bem fresquinhos e recheados, da briga, da separação total, do novo namorado, de tudo. Mas sabia que teria que passar por cima do orgulho para ir atrás dela. A carta chegara conforme ela previu: no dia do casamento, para que ele não pudesse impedir nada. Mas ele ainda podia. Eram tão jovens, seu namoro mal tinha acabado, tudo um grande mal entendido, e ele nem pudera se desculpar: Clarice encontrou em um primo o consolo para sua mágoa. Ele, claro, ficou ofendido...

Habbemus Kubrick e Lars Von Trier

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Assisti nessas duas últimas semanas dois filmes simplesmente sensacionais, que já podem ser incluídos entre os meus favoritos. Psicológicos e cruelmente emotivos, seus diretores simplesmente me fascinaram, e agora eu entendo sua legião de fãs descontrolados e totalmente viciados em suas obras. São eles: 2. Laranja Mecânica ( A Clockwork Orange ~ Stanley Kubrick): um criminoso bem do mal é submetido a um tratamento de purificação que o deixa nauseado ao presenciar ou ter impulsos de fazer maldade com quem quer que seja, associando a tortura a sua música favorita. Simplesmente perfeito. As cenas dinâmicas, o enfoque maluco do filme e as filmagens típicas de Kubrick, e também o final faça-você-mesmo me deram vontade de ver de novo, pra captar todos os pontos que eu perdi. Alex e seus cílios superlegais 1. Dogville ( Dogville ~ Lars Von Trier): o filme inteiro sem cenário, pedindo aos leitores uma imaginação aguçada e um pouco de paciência. Pode ter sido chatinho no começo, mas depois q...

O dia em que o MSN parou

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Incrível quantidade de 0 pessoas online. O 'unzinho' alí sou eu mesma. Tristeza. Resolvo faltar no técnico, reviver meus dias de felicidade extrema, fórum pela manhã, almoço sossegado e sem ter que pagar por quilo (!!!), etc. E daí que não tem NINGUÉM online. Esse, com certeza, é meu record particular de impopularidade. PS ~ as duas pessoas online do grupo Fab Friends eu não conheço. Então, é como se não tivesse ninguém mesmo. PSS ~ oba, o Peru entrou!

Meninice

Acordei com a brisa leve que entrava pela janela. Mal sabia eu tudo que me aconteceria naquele dia. Olhei para o bidê ao lado da cama e observei mais uma vez aquele porta retrato. Era Clarice e eu, Coração e eu, Amor e eu, Perdição e eu. Olhar para ela assim, estática, me lembrava aquele começo, que já contei, quando ela era apenas um vulto, e eu outro, e juntos éramos mais que almas gêmeas, éramos prometidos sem saber. Levantei da cama e abri a janela. Que falta Clarice fazia! Claro que eu não pensava só nela o tempo todo, mas saber que ela estava lá, em algum lugar lá fora, sem nem querer lembrar do meu rosto, me deixava com ainda mais ansiedade de encontrá-la. Por que mesmo tínhamos brigado? Ela não lembrava também. Ligo pra ela? Não ligo. Ligo? Não. Ah, talvez eu ligue. Toca o telefone. Atende uma voz rouca, voz de choro, voz cansada, aquela doce voz que eu ouvi pela primeira vez e nunca mais quis deixar de ouvir, nunca quis lembrar, pra não ter que me distanciar o suficiente pra c...

Indiefique-se

Ok, nada anda prosperando, então para comemorar eis meu TOP4 filmes que eu preciso assistir na vida: 4. Laranja Mecânica - ja tentei ver diversas vezes, o filme é totalmente psicológico, mas nunca consigo. 3. Um réquiem para um sonho - é assim o nome? 2. Máfia no divã - clássico da cinemania, preciso ver AMANHÃ 1. O poderoso chefão - clássico, todo mundo do MUNDO ja assistiu, menos eu. Penso que periódicamente eu mudo de neurose. Já passei do consumismo às questões existenciais (tipo "o que fazer na faculdade). Agora a nova moda é o real conceito das coisas. Quer dizer, só porque eu acho a cor azul bonita, não significa que ela seja, ou significa? A sociedade leva o homem a se robotizar: mesmo que você tenha uma opinião diferente da minha ou teime em ter, no final vamos gostar das mesmas coisas, porque fomos criados dentro do liberalismo capitalista. Não entendo a sociedade, mas deveria entender. A quantidade de experiências que adquiro na vida deveriam me levar ao ápice, mas não ...